Anamnese que acompanha a sua abordagem

Modelos prontos que você adapta, campos com o tipo certo de resposta e um registro de qual versão do roteiro foi usada com cada paciente. As respostas entram cifradas no prontuário.

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Na rotina do consultório

O problema antes do software

Toda psicóloga e todo psicólogo tem uma anamnese. Ela costuma existir como um documento de texto herdado da supervisão, adaptado ao longo dos anos, impresso quando a impressora coopera e preenchido à mão durante a primeira sessão — enquanto a pessoa à frente espera você terminar de escrever.

O formato cobra caro em três frentes. Preencher no papel durante a sessão divide a atenção justamente no momento em que a atenção é o instrumento. Depois, o papel precisa virar arquivo, e o arquivo precisa ir para algum lugar que não seja a mesma pasta onde estão os outros vinte. E quando você melhora o roteiro — acrescenta uma pergunta sobre sono, tira uma que nunca rendeu —, as anamneses antigas continuam com o roteiro antigo, sem que exista qualquer registro de qual versão foi usada com quem.

Esse último ponto é o que mais atrapalha na hora de reler um caso depois de dois anos. Você encontra uma resposta em branco e não sabe se a pergunta foi feita e não respondida, ou se a pergunta simplesmente não existia naquela época. As duas coisas significam algo bem diferente para a leitura clínica.

Como funciona

O que o PsicologoFácil faz com isso

Réplica dos formulários do PsicologoFácil: o modelo de anamnese clínica padrão aberto para edição, com seis campos listados, o tipo de cada um e a indicação de qual é obrigatório, além da opção de criar uma cópia própria do modelo.

O modelo de anamnese padrão aberto para adaptação: seis campos, o tipo de cada resposta e a marcação do que é obrigatório.
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    Comece por um modelo pronto e mexa nele

    A plataforma já traz uma anamnese clínica padrão, deliberadamente geral: queixa principal, histórico clínico e familiar, medicação em uso, padrão de sono, rede de apoio e objetivos terapêuticos. Não é um roteiro de nenhuma abordagem específica, porque um roteiro fechado obrigaria você a trabalhar contra ele.

    A partir dele você cria a sua cópia e mexe à vontade: renomeia campos, muda a ordem, acrescenta as perguntas que a sua clínica pede, remove o que não usa. O modelo original permanece intacto para consulta — a sua cópia é sua e não é atualizada por nós pelas nossas costas.

    O mesmo mecanismo serve para triagem inicial, escalas de acompanhamento e qualquer roteiro estruturado que você já use em papel.

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    Campos que correspondem ao tipo de resposta

    Um campo pode ser texto curto, texto longo, escolha entre opções, data ou número, e pode ser marcado como obrigatório. A distinção não é enfeite: campo longo convida a escrever, campo de opção evita a variação de escrita que torna impossível reler depois, e obrigatório sinaliza o que você decidiu não deixar em branco.

    Ainda assim, o modelo é a estrutura da conversa e não o roteiro que dita a sessão: você preenche na ordem que fizer sentido, deixa em aberto o que não apareceu e volta depois.

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    A resposta guarda a versão do modelo usada

    Sempre que uma resposta é salva, ela registra qual versão do modelo estava valendo naquele momento. É a solução para o problema da resposta em branco: ao reler daqui a dois anos, você sabe com precisão quais perguntas existiam quando aquele paciente foi entrevistado.

    Assim, melhorar o roteiro deixa de ter custo. Você pode acrescentar uma pergunta hoje sem que isso reescreva o passado nem contamine a leitura das anamneses anteriores. O modelo evolui para a frente; o que já foi respondido permanece exatamente como foi respondido.

    A anamnese em si é versionada da mesma forma. Salvar de novo cria uma versão nova em vez de sobrescrever a anterior — um dado de histórico que muda seis meses depois não apaga a leitura da avaliação inicial.

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    As respostas entram cifradas, junto do prontuário

    Há uma separação importante aqui. O modelo é estrutura: nomes de campos, tipos, ordem. Ele fica em texto claro, porque não contém dado de ninguém. As respostas são conteúdo clínico e são cifradas antes de chegar ao banco, com a chave da sua conta, exatamente como as anotações de evolução.

    As respostas vivem dentro do prontuário do paciente, não em um módulo de formulários à parte. Você abre o prontuário e encontra a anamnese, as evoluções e os documentos no mesmo lugar — que é como se lê um caso.

    Como todo acesso a prontuário, a leitura de uma resposta fica registrada com autor, data e hora.

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    Rascunho antes de concluir

    Uma resposta pode ficar incompleta pelo tempo que precisar. A anamnese que começa na primeira sessão e só fecha na terceira é a regra, não a exceção, e o sistema trata "incompleta" como estado legítimo. O painel avisa quando um paciente ativo está com anamnese em aberto há bastante tempo — é lembrete, não cobrança.

Limites

O que esta funcionalidade não faz

Nada aqui está escondido em nota de rodapé. Se algum destes pontos for requisito para você, considere-o ausente e decida com essa informação.

  • O paciente não preenche sozinho, por link

    Não existe formulário público que você envie para a pessoa responder antes da sessão. Quem preenche é você, dentro do prontuário. Roteiro de anamnese por link cria uma superfície pública com dado clínico chegando de fora — risco que não vale o tempo ganho.

  • Sem cálculo automático de escore

    Você pode montar uma escala como formulário e registrar as respostas, mas o sistema não soma pontuação, não aplica ponto de corte nem classifica resultado. Instrumentos padronizados têm regras próprias de aplicação e correção, e reproduzi-las por conta seria assumir uma responsabilidade técnica que não é nossa.

  • Não distribuímos instrumentos com direitos autorais

    Os modelos que acompanham a plataforma são roteiros gerais de anamnese e triagem. Testes e escalas com restrição de uso ou direito autoral não são fornecidos — se você tem autorização para usar algum, pode montá-lo como modelo próprio, sob a sua responsabilidade.

  • Sem lógica condicional entre campos

    Não há pergunta que apareça só quando a anterior recebe determinada resposta, nem ramificação de roteiro. Os campos são uma lista, na ordem que você definir.

Perguntas frequentes

O que costumam perguntar

Posso usar a minha anamnese, a que já tenho há anos?
Pode. O caminho é criar um modelo próprio com os seus campos — normalmente uma tarde de trabalho, feita uma vez. Depois disso ela passa a estar em todos os prontuários, sempre igual.
Se eu mudar o modelo, as anamneses já preenchidas mudam?
Não. Cada resposta guarda a versão do modelo com que foi preenchida. O que você mudar hoje vale para as próximas; as anteriores continuam exatamente como estavam, com as perguntas que existiam na época.
Consigo ter modelos diferentes para adulto e para criança?
Sim, quantos você quiser. Cada modelo é independente e você escolhe qual usar ao abrir a anamnese daquele prontuário.
Dá para imprimir ou exportar uma anamnese preenchida?
Dá, junto da exportação do prontuário, em formato legível. É o mesmo caminho que garante que você sai da plataforma com os seus registros quando quiser.
A secretária consegue ver os formulários preenchidos?
Não. Todo o prontuário — incluindo respostas de formulário — é acessível apenas ao profissional. Perfis administrativos não alcançam conteúdo clínico em nenhuma tela. Vale dizer que o acesso de secretaria faz parte do plano Clínica, que ainda não foi liberado: hoje quem entra na conta é você.

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