Números que ajudam a decidir, e só eles

Quanto entrou, quantas sessões aconteceram e quanto da agenda virou falta — calculado a partir do que você já registra, com os meses vazios à vista e nenhuma comparação inventada.

14 dias · sem cartão

Na rotina do consultório

O problema antes do software

Consultório autônomo é um negócio que quase nunca é olhado como negócio. Não por descuido: porque olhar exige juntar informação que está espalhada, e juntar leva um sábado inteiro. Então as decisões que mais pesam — abrir horário na sexta, reajustar valor em janeiro, sair da sala alugada, aceitar mais um paciente — acabam sendo tomadas por sensação.

A sensação erra de um jeito específico e conhecido. Ela pesa demais o mês recente, superestima o cancelamento que incomodou e subestima a lenta erosão de duas faltas por mês ao longo de um semestre. Quem trabalha sozinho não tem com quem conferir a impressão, e a impressão vira plano.

A alternativa costuma ser pior: montar uma planilha de indicadores que ninguém alimenta depois da segunda semana. O relatório útil é o que se calcula a partir do que já foi registrado por outro motivo — a sessão que você marcou como realizada, o pagamento que você deu baixa. Se exige entrada de dado própria, ele não vai existir.

Como funciona

O que o PsicologoFácil faz com isso

Réplica dos relatórios do PsicologoFácil: as sessões realizadas mês a mês nos últimos seis meses em barras, a taxa de falta do período e a contagem de sessões realizadas, faltas, cancelamentos e remarcações.

Seis meses de sessões realizadas, a taxa de falta do período e a separação por desfecho — realizadas, faltas, cancelamentos e remarcações.
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    Três perguntas, não um painel de trinta gráficos

    O relatório responde ao que se pergunta de verdade sobre um consultório: quanto entrou, quantas sessões aconteceram, e quanto da agenda evaporou em falta. Nada além disso, porque um painel com trinta indicadores tem exatamente o mesmo efeito prático de não ter nenhum — ninguém o lê duas vezes.

    Cada pergunta vira uma série mensal, com o mês atual destacado, e um número-resumo do período. Você escolhe a janela, de um até vinte e quatro meses. Seis meses é a leitura de rotina; doze é a leitura de virada de ano, quando faz sentido comparar o mesmo mês do ano anterior.

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    Receita: o que entrou, não o que foi faturado

    A receita do mês soma os pagamentos que receberam baixa naquele mês, não as cobranças emitidas. A distinção parece sutil e não é: cobrança emitida em julho e paga em agosto entra em agosto, que é quando o dinheiro efetivamente entrou e quando ele fez diferença na sua conta.

    Junto da série vem o valor médio por sessão paga no período. É o número que mostra, sem discussão, o efeito de um reajuste ou o peso acumulado dos preços sociais que você pratica — informação que você pode querer manter exatamente como está, mas de olhos abertos.

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    Sessões e desfechos, mês a mês

    A contagem de sessões separa os quatro desfechos possíveis: realizadas, faltas, canceladas e remarcadas. Somar tudo em "atendimentos" apagaria justamente o que interessa, porque cada desfecho conta uma história diferente. Cancelamento com aviso é gestão de agenda; falta é receita perdida; remarcação em excesso costuma ser sinal de um horário que não funciona para aquele paciente.

    A taxa de falta é calculada sobre as sessões que chegaram ao dia — realizadas mais faltas —, e não sobre tudo o que foi marcado em algum momento. Incluir cancelamentos avisados com uma semana de antecedência inflaria o número e o tornaria inútil para a única decisão que ele deveria informar: se vale a pena rever a política de falta combinada com os pacientes.

  4. 04

    Meses vazios continuam aparecendo

    Se você não atendeu em janeiro, janeiro aparece no gráfico com valor zero. Não é um detalhe cosmético: séries que omitem o mês sem movimento fazem uma pausa parecer continuidade e escondem a sazonalidade real de um consultório — férias de janeiro, esvaziamento de julho, dezembro curto.

    A agregação inteira é feita no banco de dados, no fuso do seu consultório. Isso mantém a fronteira dos meses correta e evita que o relatório mude conforme o horário em que você o abre.

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    O que você faz com isso

    O uso mais direto é o planejamento do ano: com doze meses à vista dá para ver quanto o consultório realmente produz, quanto disso é estável e quanto depende de dois ou três pacientes. É a diferença entre decidir sobre férias com base em receio e decidir com base em número.

    O segundo uso é a conversa com o contador, que precisa de receita por período e não da sua memória. O terceiro é a supervisão da própria prática: uma taxa de falta que sobe devagar durante um semestre costuma dizer algo sobre horário, sobre combinação inicial ou sobre a fase de um processo — e é o tipo de coisa que só fica visível quando alguém mostra a série inteira.

Limites

O que esta funcionalidade não faz

Nada aqui está escondido em nota de rodapé. Se algum destes pontos for requisito para você, considere-o ausente e decida com essa informação.

  • Nenhuma comparação com "a média do mercado"

    Não existe indicador que diga se você cobra acima ou abaixo de outros profissionais, nem ranking, nem meta sugerida. Não temos base de dados que sustente uma afirmação dessas, e apresentar um número inventado como referência seria pior do que não apresentar nada.

  • Não é relatório clínico

    Os relatórios contam sessões e dinheiro. Não há indicador de evolução de paciente, escore de escala ao longo do tempo nem gráfico de sintoma. Medir desfecho clínico exige instrumentos validados e um desenho que uma tela de gestão não substitui.

  • Sem projeção nem previsão

    O relatório mostra o passado registrado. Não há estimativa de receita futura, tendência projetada nem alerta preditivo. Projeção sobre a série curta de um consultório é chute com aparência de método.

  • Sem relatório personalizado

    Não existe construtor de relatórios com filtros combináveis, agrupamento por convênio ou exportação para ferramenta de análise. Se você precisa de um corte específico, o caminho é exportar os dados e trabalhar fora.

Perguntas frequentes

O que costumam perguntar

Preciso preencher algo para os relatórios funcionarem?
Não. Eles são calculados a partir do que você já registra na rotina: o desfecho da sessão na agenda e a baixa do pagamento no financeiro. Não há entrada de dado exclusiva para relatório — se houvesse, ela não seria preenchida.
Quantos meses de histórico consigo ver?
Até vinte e quatro meses por consulta. O limite existe para manter o gráfico legível; o histórico completo permanece guardado e disponível na exportação.
A receita considera minhas despesas?
A série de receita mostra o que entrou. As despesas do consultório são registradas no financeiro e aparecem lá, junto do resultado do mês. O relatório de receita não subtrai despesa por conta própria.
Os relatórios mostram nome de paciente?
Não. São contagens e somas agregadas. Quando um nome precisa aparecer em alguma tela fora do prontuário, ele aparece abreviado, como em todo o resto do produto.
Consigo exportar os números?
Sim, junto da exportação geral do financeiro, por período e em formato legível. É o que costuma ser pedido pelo contador ou na hora de montar a declaração anual.

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Quatorze dias completos, sem cartão de crédito e sem ligação de vendedor. Se não servir, você exporta o que registrou e vai embora com os seus dados.

Outras funcionalidades