Teleconsulta sem improviso e sem gravação
A sala nasce da sessão que já está na agenda, o paciente entra pelo navegador sem instalar nada e o link vale só para aquele atendimento. Gravação não existe em lugar nenhum do caminho.
Na rotina do consultório
O problema antes do software
O atendimento online deixou de ser exceção, mas a montagem em volta dele continua improvisada. A sala é uma reunião criada em uma ferramenta corporativa, o link vai por mensagem na véspera, e a cada semana é preciso decidir se a reunião de hoje é a mesma da semana passada ou uma nova.
Isso produz três incômodos. O link antigo: o paciente guarda a mensagem de três semanas atrás, cai numa sala vazia e manda "não tem ninguém aqui" cinco minutos depois do horário. A instalação: a ferramenta pede aplicativo, conta, atualização — e o começo da sessão vira suporte técnico. E o mais silencioso: ferramenta de reunião de trabalho quase sempre tem botão de gravar, às vezes disponível para os dois lados.
Esse último ponto não é detalhe de conforto. Gravação de sessão clínica é um arquivo com o conteúdo mais sensível da relação, guardado em infraestrutura que não foi pensada para isso e sob a responsabilidade de quem atendeu. Uma vez que ele existe, precisa ser protegido, guardado — e pode ser exigido.
Como funciona
O que o PsicologoFácil faz com isso
Réplica da teleconsulta do PsicologoFácil: a sessão online de quarta às 15h com a sala já criada, o link de convidado pronto para enviar ao paciente, a hora em que o paciente abriu esse link e o aviso de que a sessão não é gravada.
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A sala nasce da sessão que já está na agenda
Você marca a sessão como online e cria a sala a partir dela, com um toque. Não há reunião paralela para organizar, nem calendário separado: a sala pertence àquela sessão específica, do dia e horário que estão na sua grade.
Se você recarregar a tela no meio do atendimento, a sala continua sendo a mesma — recriar geraria um endereço novo e derrubaria quem já estivesse dentro. Sessão cancelada ou remarcada não abre sala: se o horário mudou, a sala é a da sessão que ficou no lugar.
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Dois endereços diferentes: o seu e o do paciente
A sala tem um endereço de anfitrião, que é o seu, e um endereço de convidado, que é o do paciente. Eles não são o mesmo link com papéis diferentes: são endereços distintos, e o do convidado carrega um código de uso próprio daquela sessão.
Esse código é guardado apenas como impressão digital, nunca em texto legível. Na prática: o link funciona para quem o recebeu e não vira uma porta permanente para a sua sala.
O paciente entra pelo navegador do computador ou do celular. Sem baixar aplicativo, sem criar conta, sem senha. O nome dele não aparece em nenhuma listagem pública, e a sala não é descoberta por busca.
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O link expira, e isso é uma funcionalidade
A sala vale até o fim previsto da sessão, com uma margem de meia hora para atrasos, prorrogações e aquele fechamento que passou do horário. Depois disso, o endereço deixa de abrir.
A validade curta é a resposta direta ao problema do link antigo. Um endereço permanente para a sala de um paciente é uma porta que fica aberta indefinidamente e que ninguém lembra de fechar quando o processo terapêutico termina. Com validade por sessão, a próxima semana tem o seu próprio link — e a mensagem de três semanas atrás simplesmente não abre nada.
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Não é gravado — e transcrever é outra coisa
Não existe botão de gravação na sala, nem para o profissional nem para o paciente. Não existe opção escondida em configurações, não há armazenamento de áudio nem de vídeo em lugar nenhum do sistema e não existe plano em que a gravação passe a existir.
A decisão é de produto e vale a pena explicá-la, porque a ausência de um recurso costuma soar como algo que ainda não foi feito. Guardar vídeo de sessão clínica cria um passivo que a plataforma não tem por que assumir e que o profissional passaria a carregar: um arquivo altamente sensível, sujeito a requisição, a vazamento e a uma discussão sobre consentimento que se renova a cada sessão. O benefício clínico de rever a própria sessão em vídeo, quando existe, é atendido por gravação combinada explicitamente com o paciente, em contexto de supervisão e sob a responsabilidade de quem grava. Não é o comportamento padrão de uma ferramenta de consultório.
Transcrever é outra coisa, e existe como recurso separado, desligado por padrão. Se você ativar, a fala da sessão é convertida em texto — nunca em arquivo de áudio ou de vídeo. A transcrição só começa depois de o paciente autorizar, e essa autorização fica registrada naquela sessão específica. O texto é cifrado com a chave da sua conta e vira rascunho de evolução, que só entra no prontuário depois de você ler, corrigir e assumir como seu. Se você nunca ativar, nada disso acontece.
O que fica registrado, quando a transcrição está desligada, é apenas o que a agenda precisa saber: que a sala foi criada, a que horas cada um abriu o endereço dela e quando ela foi encerrada. Horário de acesso, não conteúdo — e nem isso é presença confirmada: o sistema sabe que o link foi aberto, não que a pessoa ficou na chamada. Com a transcrição ligada e autorizada pelo paciente, fica registrado também o texto da conversa, cifrado com a chave da sua conta, e o rascunho de evolução gerado dele. Nunca a mídia.
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O que se escreve depois vai para o prontuário
Terminada a sessão, a anotação é feita no prontuário do paciente, exatamente como num atendimento presencial. Não há registro clínico "de teleconsulta" separado — a modalidade é uma característica da sessão, não uma prateleira diferente. É por isso que o histórico permanece contínuo quando o paciente alterna: presencial em semanas normais, online quando viaja.
Limites
O que esta funcionalidade não faz
Nada aqui está escondido em nota de rodapé. Se algum destes pontos for requisito para você, considere-o ausente e decida com essa informação.
Não grava a sessão
Nem vídeo, nem áudio. Não há armazenamento de mídia da sessão em nenhum ponto do sistema, não existe botão que crie um arquivo e não é limitação temporária — é o desenho do produto. Transcrever é outra coisa, e é um recurso separado: veja o item seguinte.
A transcrição é opcional e depende da autorização do paciente
Ela vem desligada. Se você ativar, a fala da sessão é convertida em texto — nunca em arquivo de áudio ou de vídeo — e só depois de o paciente autorizar, com a autorização registrada naquela sessão. O texto é cifrado com a chave da sua conta e vira rascunho de evolução, que só entra no prontuário depois de você ler, corrigir e assumir como seu. Se você nunca ativar, nada disso acontece.
Sem sala de espera com triagem
O paciente com o link entra na sala quando ela está válida. Não há antessala em que ele fique aguardando a sua liberação, nem bloqueio de entrada antes do horário dentro da janela de validade.
Sem recursos de reunião corporativa
Não há compartilhamento de tela, quadro branco, chat com histórico, transmissão para plateia nem salas simultâneas. A sala foi desenhada para duas pessoas conversando, que é o que uma sessão é.
Depende da conexão dos dois lados
A qualidade do áudio e do vídeo depende da internet de quem está em cada ponta, e nenhum software resolve internet ruim. Vale combinar com antecedência o que fazer quando a chamada cai — normalmente, seguir por telefone.
Perguntas frequentes
O que costumam perguntar
- O paciente precisa instalar alguma coisa?
- Não. Ele abre o link no navegador do computador ou do celular e autoriza câmera e microfone. Sem aplicativo, sem conta, sem senha.
- Preciso me cadastrar no e-Psi para atender online?
- Não, desde 31 de agosto de 2024. Foi quando entrou em vigor a Resolução CFP nº 09/2024, que regulamenta o exercício da Psicologia mediado por tecnologias digitais e revoga as Resoluções CFP nº 11/2018 e nº 04/2020. Para atender on-line basta manter a inscrição ativa no seu CRP e observar as diretrizes éticas e técnicas da profissão — a avaliação sobre a adequação do atendimento remoto a cada caso passou a ser sua, e é ela que deve ficar registrada no prontuário. (Verificado em 08/08/2026 nas orientações dos Conselhos Regionais; confira sempre o texto vigente no site do CFP.)
- A conversa é criptografada?
- O tráfego da chamada é cifrado entre os participantes e não é armazenado pela plataforma. Como não há gravação, não existe arquivo de áudio nem de vídeo a ser protegido depois. Se você ligar a transcrição, o que passa a existir é texto — cifrado com a chave da sua conta, no prontuário —, nunca mídia.
- Posso usar teleconsulta com adolescente?
- A ferramenta não impõe restrição etária. Consentimento do responsável e adequação da modalidade seguem as normas do conselho e o seu julgamento clínico — o termo assinado pode ficar anexado ao prontuário.
- O link antigo do paciente ainda funciona na semana seguinte?
- Não, e é intencional. Cada sessão tem a sua sala e a sua validade. O lembrete automático da véspera é o lugar natural para o link novo chegar.
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