Teleconsulta sem improviso e sem gravação

A sala nasce da sessão que já está na agenda, o paciente entra pelo navegador sem instalar nada e o link vale só para aquele atendimento. Gravação não existe em lugar nenhum do caminho.

14 dias · sem cartão

Na rotina do consultório

O problema antes do software

O atendimento online deixou de ser exceção, mas a montagem em volta dele continua improvisada. A sala é uma reunião criada em uma ferramenta corporativa, o link vai por mensagem na véspera, e a cada semana é preciso decidir se a reunião de hoje é a mesma da semana passada ou uma nova.

Isso produz três incômodos. O link antigo: o paciente guarda a mensagem de três semanas atrás, cai numa sala vazia e manda "não tem ninguém aqui" cinco minutos depois do horário. A instalação: a ferramenta pede aplicativo, conta, atualização — e o começo da sessão vira suporte técnico. E o mais silencioso: ferramenta de reunião de trabalho quase sempre tem botão de gravar, às vezes disponível para os dois lados.

Esse último ponto não é detalhe de conforto. Gravação de sessão clínica é um arquivo com o conteúdo mais sensível da relação, guardado em infraestrutura que não foi pensada para isso e sob a responsabilidade de quem atendeu. Uma vez que ele existe, precisa ser protegido, guardado — e pode ser exigido.

Como funciona

O que o PsicologoFácil faz com isso

Réplica da teleconsulta do PsicologoFácil: a sessão online de quarta às 15h com a sala já criada, o link de convidado pronto para enviar ao paciente, a hora em que o paciente abriu esse link e o aviso de que a sessão não é gravada.

A sessão online com a sala já criada: link de convidado com validade, a hora em que o paciente abriu esse link e o aviso de que não há gravação.
  1. 01

    A sala nasce da sessão que já está na agenda

    Você marca a sessão como online e cria a sala a partir dela, com um toque. Não há reunião paralela para organizar, nem calendário separado: a sala pertence àquela sessão específica, do dia e horário que estão na sua grade.

    Se você recarregar a tela no meio do atendimento, a sala continua sendo a mesma — recriar geraria um endereço novo e derrubaria quem já estivesse dentro. Sessão cancelada ou remarcada não abre sala: se o horário mudou, a sala é a da sessão que ficou no lugar.

  2. 02

    Dois endereços diferentes: o seu e o do paciente

    A sala tem um endereço de anfitrião, que é o seu, e um endereço de convidado, que é o do paciente. Eles não são o mesmo link com papéis diferentes: são endereços distintos, e o do convidado carrega um código de uso próprio daquela sessão.

    Esse código é guardado apenas como impressão digital, nunca em texto legível. Na prática: o link funciona para quem o recebeu e não vira uma porta permanente para a sua sala.

    O paciente entra pelo navegador do computador ou do celular. Sem baixar aplicativo, sem criar conta, sem senha. O nome dele não aparece em nenhuma listagem pública, e a sala não é descoberta por busca.

  3. 03

    O link expira, e isso é uma funcionalidade

    A sala vale até o fim previsto da sessão, com uma margem de meia hora para atrasos, prorrogações e aquele fechamento que passou do horário. Depois disso, o endereço deixa de abrir.

    A validade curta é a resposta direta ao problema do link antigo. Um endereço permanente para a sala de um paciente é uma porta que fica aberta indefinidamente e que ninguém lembra de fechar quando o processo terapêutico termina. Com validade por sessão, a próxima semana tem o seu próprio link — e a mensagem de três semanas atrás simplesmente não abre nada.

  4. 04

    Não é gravado — e transcrever é outra coisa

    Não existe botão de gravação na sala, nem para o profissional nem para o paciente. Não existe opção escondida em configurações, não há armazenamento de áudio nem de vídeo em lugar nenhum do sistema e não existe plano em que a gravação passe a existir.

    A decisão é de produto e vale a pena explicá-la, porque a ausência de um recurso costuma soar como algo que ainda não foi feito. Guardar vídeo de sessão clínica cria um passivo que a plataforma não tem por que assumir e que o profissional passaria a carregar: um arquivo altamente sensível, sujeito a requisição, a vazamento e a uma discussão sobre consentimento que se renova a cada sessão. O benefício clínico de rever a própria sessão em vídeo, quando existe, é atendido por gravação combinada explicitamente com o paciente, em contexto de supervisão e sob a responsabilidade de quem grava. Não é o comportamento padrão de uma ferramenta de consultório.

    Transcrever é outra coisa, e existe como recurso separado, desligado por padrão. Se você ativar, a fala da sessão é convertida em texto — nunca em arquivo de áudio ou de vídeo. A transcrição só começa depois de o paciente autorizar, e essa autorização fica registrada naquela sessão específica. O texto é cifrado com a chave da sua conta e vira rascunho de evolução, que só entra no prontuário depois de você ler, corrigir e assumir como seu. Se você nunca ativar, nada disso acontece.

    O que fica registrado, quando a transcrição está desligada, é apenas o que a agenda precisa saber: que a sala foi criada, a que horas cada um abriu o endereço dela e quando ela foi encerrada. Horário de acesso, não conteúdo — e nem isso é presença confirmada: o sistema sabe que o link foi aberto, não que a pessoa ficou na chamada. Com a transcrição ligada e autorizada pelo paciente, fica registrado também o texto da conversa, cifrado com a chave da sua conta, e o rascunho de evolução gerado dele. Nunca a mídia.

  5. 05

    O que se escreve depois vai para o prontuário

    Terminada a sessão, a anotação é feita no prontuário do paciente, exatamente como num atendimento presencial. Não há registro clínico "de teleconsulta" separado — a modalidade é uma característica da sessão, não uma prateleira diferente. É por isso que o histórico permanece contínuo quando o paciente alterna: presencial em semanas normais, online quando viaja.

Limites

O que esta funcionalidade não faz

Nada aqui está escondido em nota de rodapé. Se algum destes pontos for requisito para você, considere-o ausente e decida com essa informação.

  • Não grava a sessão

    Nem vídeo, nem áudio. Não há armazenamento de mídia da sessão em nenhum ponto do sistema, não existe botão que crie um arquivo e não é limitação temporária — é o desenho do produto. Transcrever é outra coisa, e é um recurso separado: veja o item seguinte.

  • A transcrição é opcional e depende da autorização do paciente

    Ela vem desligada. Se você ativar, a fala da sessão é convertida em texto — nunca em arquivo de áudio ou de vídeo — e só depois de o paciente autorizar, com a autorização registrada naquela sessão. O texto é cifrado com a chave da sua conta e vira rascunho de evolução, que só entra no prontuário depois de você ler, corrigir e assumir como seu. Se você nunca ativar, nada disso acontece.

  • Sem sala de espera com triagem

    O paciente com o link entra na sala quando ela está válida. Não há antessala em que ele fique aguardando a sua liberação, nem bloqueio de entrada antes do horário dentro da janela de validade.

  • Sem recursos de reunião corporativa

    Não há compartilhamento de tela, quadro branco, chat com histórico, transmissão para plateia nem salas simultâneas. A sala foi desenhada para duas pessoas conversando, que é o que uma sessão é.

  • Depende da conexão dos dois lados

    A qualidade do áudio e do vídeo depende da internet de quem está em cada ponta, e nenhum software resolve internet ruim. Vale combinar com antecedência o que fazer quando a chamada cai — normalmente, seguir por telefone.

Perguntas frequentes

O que costumam perguntar

O paciente precisa instalar alguma coisa?
Não. Ele abre o link no navegador do computador ou do celular e autoriza câmera e microfone. Sem aplicativo, sem conta, sem senha.
Preciso me cadastrar no e-Psi para atender online?
Não, desde 31 de agosto de 2024. Foi quando entrou em vigor a Resolução CFP nº 09/2024, que regulamenta o exercício da Psicologia mediado por tecnologias digitais e revoga as Resoluções CFP nº 11/2018 e nº 04/2020. Para atender on-line basta manter a inscrição ativa no seu CRP e observar as diretrizes éticas e técnicas da profissão — a avaliação sobre a adequação do atendimento remoto a cada caso passou a ser sua, e é ela que deve ficar registrada no prontuário. (Verificado em 08/08/2026 nas orientações dos Conselhos Regionais; confira sempre o texto vigente no site do CFP.)
A conversa é criptografada?
O tráfego da chamada é cifrado entre os participantes e não é armazenado pela plataforma. Como não há gravação, não existe arquivo de áudio nem de vídeo a ser protegido depois. Se você ligar a transcrição, o que passa a existir é texto — cifrado com a chave da sua conta, no prontuário —, nunca mídia.
Posso usar teleconsulta com adolescente?
A ferramenta não impõe restrição etária. Consentimento do responsável e adequação da modalidade seguem as normas do conselho e o seu julgamento clínico — o termo assinado pode ficar anexado ao prontuário.
O link antigo do paciente ainda funciona na semana seguinte?
Não, e é intencional. Cada sessão tem a sua sala e a sua validade. O lembrete automático da véspera é o lugar natural para o link novo chegar.

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